A casa da cultura é um Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco. Além de ser uma área comercial com produtos de 149 municípios Pernambucanos.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

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Conheça a história da Casa da Cultura de Pernambuco

Em 1848, o governo da Província de Pernambuco resolveu construir uma nova cadeia para a cidade do Recife e encarregou o engenheiro Mamede Alves Ferreira (1820-1862) de elaborar o projeto. Mamede também é o autor dos projetos do Ginásio Pernambucano e do Hospital Pedro II, no Recife.

 O projeto da nova Casa de Detenção do Recife ficou pronto em 1850 e foi concebido segundo o modelo de penitenciária mais moderno existente na época, que tinha como princípio básico dispor as celas dos detentos de uma maneira que elas pudessem ser vigiadas a partir de um único compartimento central de controle.

O prédio, com 8.400 metros quadrados de área construída e 6.000 metros quadrados de pátio externo, terminou de ser construído, em 1867, e custou 800 mil contos de réis ao governo de Pernambuco. O edifício, em forma de cruz é composto por quatro raios, Norte, Sul, Leste e Oeste, cada um com três pavimentos, que confluem para um saguão central coberto por uma cúpula metálica.

Em 15 de março de 1973, a Casa de Detenção do Recife foi fechada pelo então governador Eraldo Gueiros Leite, sendo os detentos transferidos para outros presídios do Estado, especialmente para a Penitenciária Agrícola de Itamaracá.

A idéia de transformar a antiga Casa de Detenç ão, prédio tombado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), na Casa da Cultura foi do artista plástico Francisco Brennand, na época em que exerceu o Chefia da Casa Civil, no primeiro governo de Miguel Arraes, entre outubro de 1963 até às vésperas do golpe militar de 1964.

Ele queria criar em Pernambuco uma instituição similar aos centros de educação nas áreas de literatura, teatro, música e artes plásticas, que estavam sendo criadas na França pelo escritor André Malraux.
O projeto para restauração do antigo complexo neoclássico foi elaborado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, juntamente com Jorge Martins Junior. A restauração e o aparelhamento ficaram sob a responsabilidade da Fundarpe.

Em agosto de 1975, enquanto estava sendo feito o trabalho de restauração do prédio foi realizado no local, sob o patrocínio da Rede Globo e Fundarpe, o II Salão de Arte Global de Pernambuco.

A inauguração da Casa da Cultura aconteceu no dia 14 de abril de 1976. Hoje, o local é um centro de cultura regional e ponto turístico obrigatório da cidade. Suas antigas celas são ocupadas por lojas de artesanato, livraria e lanchonetes. É um espaço para shows e representações folclóricas regionais e abriga também o Museu do Frevo.

Conservando as suas característica originais, a Casa da Cultura foi tombada como monumento histórico de Pernambuco, através do Decreto 6.687, de 3 de setembro de 1980.

O maior espaço cultural de Pernambuco

Um dos principais pontos turísticos do Estado é a Casa da Cultura de Pernambuco. O espaço que foi construído em 1855 para ser o maior presídio da América Latina, foi transformado, em 1973, em uma casa cultural. Aqui, as pessoas, além de conhecer um período logo e importante da história, também vão ficar deslumbradas com a variedade imensa do artesanato que vem de mais de 149 municípios do Estado. O espaço é o retrato do vivo da cultura pernambucana.

As antigas celas foram transformadas em 150 lojas de artesanato, livrarias e lanchonetes – apenas uma, no raio leste, permanece conservada - e o pátio externo além de ter sido transformado em uma área para shows e manifestações populares e folclóricas também possui uma praça de alimentação a qual oferece comidas típicas da região: pamonha, canjica, tapioca, acarajé, água de coco, entre outras.

A casa é considerada o maior Centro da Cultura e Arte Pernambucana abrigando artesanato de todo o Estado, do litoral ao sertão. Peças em barro ou cerâmica na arte figurativa de Mestre Vitalino : desde bonecas, jogos de xadrez, jogos de damas,bumba-meu-boi, maracatu, frevo, até anjos e presépios etc.

As suas antigas celas além de lojas artesanais também abrigam a única livraria especializada em livros de Pernambuco, Cybercafé, sala de pesquisa e cursos diversos, Teatro, Concha Acústica e Anfiteatro externo, além do Museu do Frevo e ainda várias entidades culturais como o Balé Popular do Recife, a Associação dos Lojistas da Casa da Cultura, Federação de Teatro de Pernambuco, Associação de Capoeira, entre outras, têm suas sedes instaladas na Casa.